terça-feira, 31 de maio de 2016

MÚSICA AJUDA BEBÊS A FALAR

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/04/musica-ajuda-bebes-falar-revela-estudo.html

27/04/2016 10h48 - Atualizado em 27/04/2016 10h58

Música ajuda bebês a falar, revela estudo

Estudo observou grupo de crianças em idade de amamentação.
'Estímulo musical precoce pode ter efeitos mais amplos', diz autora.

Da France Presse
A música ajuda os bebês no aprendizado da fala, revela um estudo publicado na segunda-feira (26) nos Estados Unidos, que observou o comportamento de um grupo de crianças em idade de amamentação que participaram de jogos que incluíam o uso de ritmos musicais.
Imagem de arquivo mostra bebê ouvindo música (Foto: Associated Press)Imagem de arquivo mostra bebê ouvindo música (Foto: Associated Press)
Os pesquisadores compararam a evolução de um grupo de 20 menores de nove meses, aos quais ensinaram a reproduzir ritmos musicais em um pequeno tambor, enquanto um segundo grupo de 19 bebês, da mesma idade, recebeu outro tipo de brinquedos, como carrinhos ou cubos.
Uma semana depois desta experiência, os bebês foram submetidos a testes para determinar as áreas exatas do cérebro onde houve maior atividade.
Constatou-se que as crianças incentivadas a participar de jogos que envolviam música tiveram maior atividade nas regiões do cérebro importantes para o aprendizado da linguagem.
A linguagem, assim como a música, tem fortes características rítmicas, afirmam os pesquisadores. O ritmo das sílabas ajuda a distinguir os sons e a compreender o que uma pessoa diz e é essa capacidade de identificar os diferentes sons que ajuda os bebês a aprender a falar.
"Nosso estudo é o primeiro realizado em bebês que sugere que se expor a ritmos musicais pode melhorar a capacidade de detectar ritmos na linguagem", explica Christina Zhao, pesquisadora do Instituto de Aprendizado e Ciências do Cérebro (I-LABS) na universidade do estado de Washington (noroeste).
Zhao é a principal autora deste trabalho, publicado na revista da Academia de Ciências dos Estados Unidos.
"Para adquirir a capacidade de falar, os bebês devem ser capazes de reconhecer os tons e os ritmos e ter a capacidade de se antecipar", explicou a pesquisadora.
"Isto significa que um estímulo musical precoce pode ter efeitos mais amplos nas capacidades cognitivas", acrescentou.

OS BEBÊS E A MÚSICA

Os bebês e a música

Estudo americano mostra que a capacidade de a criança diferenciar músicas tristes das alegres já existe aos 5 meses de idade

Aline Ridolfi

A partir do quinto mês de gestação a audição do seu bebê já está desenvolvida. Quando ele cresce, logo é possível notar as diversas reações que ele tem ao ouvir diferentes sons. E foi pela forte relação que as crianças têm com este sentido que pesquisadores da Brigham Young University, nos Estados Unidos, conduziram um estudo que comprova que se pode diferenciar uma canção triste de uma alegre a partir dos 5 meses de vida. 

Para chegar a este resultado, estudiosos reuniram 96 bebês de 5 e 9 meses e os submeteram à audição dos tipos de música. Quando a música triste era liberada aos menores, a expressão facial das crianças era emocionalmente neutra. Ao ouvir a canção animada os bebês de 5 meses demonstravam interesse, fitando os olhos por alguns segundos. Com os participantes de 9 meses, a reação foi exatamente inversa. Os resultados mostram a percepção evoluída de uma criança ainda pequena. “Eles não entendem o que é alegre e triste, mas certamente sabem que são coisas diferentes”, explica o psicólogo infantil Marcio Ferreira Jr. O especialista diz que o estudo mostra uma capacidade cognitiva surpreendente nos bebês. 
Benefícios dos sons

Sons e ritmos podem ser utilizados para estimular diversas atitudes em crianças. Na cidade eslovaca de Kosice-Saca os recém-nascidos ouvem peças de Mozart e Vivaldi para dormirem melhor. De acordo com as enfermeiras do hospital que adotou esta técnica, o resultado é positivo - a música ajuda a acalmar os bebês. Quando quem canta é a mãe, está provado que uma simples canção de ninar, além de relaxar, ajuda a estreitar os laços afetivos entre ela e seu filho. 

Aulas regulares de um instrumento musical como piano, a partir dos 3 anos de idade, ajudam a desenvolver a capacidade de entender o espaço tridimensional. Alguns médicos e musicistas também defendem que crianças que recebem estímulos musicais adequados aprendem a escrever mais facilmente e têm maior equilíbrio emocional. 

Apesar do ato de tocar um instrumento ser importante, mesmo se o contato com a música for feito por apreciação, simplesmente ouvindo, os estímulos cerebrais também são bastante intensos. 

Para estimular a apreciação musical em crianças, a musicoterapeuta Helena Sabino, explica que pequenas mudanças podem ser de grande valor. “Ao invés de distrair o bebê com a televisão você pode dar-lhe um tambor, um xilofone ou qualquer outro instrumento musical, incentivando-o a brincar e criar a sua própria música”, comenta. 

A terapeuta ainda afirma que não há um estilo específico, ou algum proibido, para as crianças ouvirem, então recomenda que a mãe apresente ao filho suas canções favoritas. “Esta é uma forma de aumentar o vínculo dele com você. Cante junto, ouça e habitue-o com os sons”, encerra.


http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI14999-10538,00-OS+BEBES+E+A+MUSICA.html


MÉDICO ENSINA A PARAR CHORO INTENSO DE BEBÊ

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

MÚSICA PARA BEBÊS E CRIANÇAS X EDUCAÇÃO MUSICAL X MUSICOTERAPIA


   













Em 2011, escrevi um pequeno artigo a pedidos para explicar a diferença MUSICALIZAÇÃO E MUSICOTERAPIA. Novamente , alguns pais e profissionais estão perguntando. Retorno a este tema relevante então.
Não é nenhuma novidade para a sociedade de forma empírica e cada vez mais com a comprovação científica o efeito que a MÚSICA e seus elementos produzem a nível de desenvolvimento NEUROPSICOMOTOR nos bebês e crianças.

 O que às vezes confundem os papais, mamães, vovós e outros profissionais é a diferença entre MUSICALIZAÇÃO (Educação musical inicial) e MUSICOTERAPIA.

Então vamos novamente esclarecer a primeira dúvida:

1- Qual a diferença entre MUSICALIZAÇÃO E MUSICOTERAPIA?
Diferença principal:

MUSICALIZAR/EDUCAÇÃO MUSICAL- Educar musicalmente, estimular,vivenciar, conhecer e aprender a tocar, ensinar a tocar,cantar, apreciar, entre outros. Objetivo pedagógico. E só deve ser dado por um professor de música. Preferencialmente com formação acadêmica . Por ex: técnico, Técnólogo,  Licenciatura Plena em Música/ Bacharelado em Música, entre outros. E atualizado em congressos, cursos de extensão, pós graduação, etc.

MUSICOTERAPIA-Atendimento terapêutico por um profissional MUSICOTERAPEUTA qualificado (Graduado e/ou pós-graduado em MUSICOTERAPIA- Com registro profissional na
Associação de Musicoterapia regional e UBAM- União Brasileira de Associações de Musicoterapia)
Prevenções, Indicações/ encaminhamentos  preferencialmente por médicos e/ou profissionais da área de saúde.
Objetivos terapêuticos. Por exemplo: Bebês prematuros,  crianças com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor,com dificuldades de sono, agitadas,  com diagnósticos que necessitam intervenções específicas para estimulação, prevenção e tratamento médico.
Este profissional vai fazer uma avaliação (consulta) e estabelecer objetivos terapêuticos e um plano de tratamento.

Existem profissionais , como eu,  com estas duas formações e podem atuar nas duas áreas. Mas a grande maioria só tem uma formação.

Na dúvida, solicite informação e certificações profissionais , curriculares e de outros profissionais já conhecidos no mercado. A vida de nossos bebês e crianças são muito preciosas para não termos segurança em quem está realizando este trabalho de extrema responsabilidade. Quanto mais nova a clientela mais capacitação , domínio e conhecimento deve ter o profissional. É o que minha experiência de 40 anos de trabalho em MÚSICA ao longo destas décadas me demonstraram.

Então , desejo sucesso a todos os interessados em introduzir seus filhos neste fascinante e estimulante MUNDO DA MÚSICA. Seja com EDUCAÇÃO MUSICAL E/OU MUSICOTERAPIA.

FELIZ 2016 COM MUITA PAZ, EQUILÍBRIO E  MÚSICA DE QUALIDADE PARA TODOS !

http://misteriosdomundo.org/musica-ajuda-na-coordenacao-motora-de-bebes/

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=musica-acalma-bebe-mais-tempo-falar-ele&id=10947&nl=nlds#.VjOWSme3ihM.facebook

http://www.personare.com.br/educacao-musical-transforma-m484

http://onossot2.com/2015/08/como-a-musica-afeta-o-cerebro-das-criancas/

http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=532

http://revistaneuroeducacao.com.br/ensino-de-musica-pode-remodelar-areas-do-cerebro-associadas-a-linguagem/








domingo, 8 de junho de 2014

JUNHO CHEGOU : VIVA SÃO JOÃO !!! GOOOOOOOOOlll !!!!! POW! POW !!!

Nossa! Quantos barulhos novos e ao mesmo tempo e na mesma época ! Para nossas crianças sensíveis que sofrem com barulhos e ruídos não vai ser fácil.
Pensando nisso, como MUSICOTERAPEUTA já acostumada a dessensibilização com estas clientelas específicas, partimos na frente com a : PREVENÇÃO a futuras fonofobias.
Acrescento que a hipersensibilidade a sons, misofonia e fonofobia não é restrita a única clientela. Crianças, adolescentes e adultos, mesmo sem nenhum diagnóstico pode ter ou passar a ter hipersensibilidade a som em determinado momento de sua vida.
Com nossa experiência de muitos anos na área de MUSICOTERAPIA, detectamos não só com nossa clientela autista, mas também com Paralisia Cerebral, Mielomeningocele, Traumatismo craniano, AVE, Síndromes variadas e pessoas neurotípicas e sem problemas na audição.
Trabalhamos com estalos e efeitos sonoros de foguete e fogos de artifício:







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 Também utilizando o famoso grito de GOL que todos nós esperamos que sejam bastante utilizados. E nossas crianças hipersensíveis (hiperacúsicas) ? Vamos prepará-las , faze-las entender o contexto e participar com prazer.




Mas em todo este trabalho musicoterapêutico é importante que haja contextualização social para que o cognitivo seja trabalhado adequadamente e gradativamente. Recuperando assim o ADNPM-AMV  ATRASO NEUROPSICOMOTOR- AUDIOMUSICOVERBAL ao máximo.(dentro das possibilidades de cada um.)E com as orientações sistemáticas aos pais, cuidadores e responsáveis.




TAMBÉM HÁ NECESSIDADE DE AVALIAR , DETECTAR A SENSIBILIDADE OU FOBIA, ATENDER COM OBJETIVO ESPECÍFICO, ORIENTAR OS PAIS E CUIDADORES.
Exemplos comuns: SONS DE MOTO, LIQUIDIFICADOR, SECADOR DE CABELO, CHUVA, TROVÃO, ENTRE OUTROS.
Realizamos em GRUPO DE BEBÊS EM CENTRO DE REABILITAÇÃO E OUTROS, ATENDIMENTOS ESPECÍFICOS DE PREVENÇÃO A HIPERSENSIBILIDADES ADEQUADAS AO CALENDÁRIO ANUAL.

*Temos Manual de orientação para o Hiperacúsico/Fonofóbico desenvolvido por nós. Podemos disponibilizar aos interessados.
Estamos readequando e atualizando.
nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br

Boa Sorte !!! E vamos viver e comemorar com prazer !!!

sábado, 17 de maio de 2014

A JANELINHA ABRIU, FECHOU !

Continuando a estimulação e processamentos cognitivos, associamos a estimulação motora dos membros superiores. (mesmo os bebês com comprometimento neurológico e hemiplegia ou hemiparesia em uma das mãos.
O abrir e fechar de uma JANELINHA de papelão , associada a Música da

 "Janelinha " 
"A janelinha fecha quando está chovendo
A janelinha abre se o sol está aparecendo.
Fechou, abriu, fechou , abriu , fechou. "

E assim brincando , repetindo, os bebês se sentem estimulados a movimentarem
suas 2 mãozinhas. E entendendo melhor o seu dia a dia.
As mães repetem em casa e vão aproveitando as diversas situações rotineiras para
continuar a estimular seus filhos. É uma grande diversão ! E útil para suas vidas.









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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O BEBÊ E A CHUVA

Cantando e contando a HISTÓRIA DA CHUVA:

PREVENINDO FOBIAS, TRABALHANDO O COGNITIVO ( ENTENDIMENTO), AUMENTANDO A PERCEPÇÃO  DO BEBÊ EM RELAÇÃO AO MEIO E CONTEXTUALIZANDO ADEQUADAMENTE.
MESMO COM BEBÊS QUE TENHAM QUALQUER DIFICULDADE NEUROLÓGICA É POSSÍVEL ESTIMULAR ADAPTANDO-SE A TODAS AS "PERCEPÇÕES" ALTERADAS OU NÃO. (Auditiva, visual, tátil )

MÚSICA "ESTÁ CHOVENDO"- FOLCLORE- (tem na Galinha Pintadinha)
Está chovendo
O que fazer
Abre o guarda-chuva
p'ra se esconder

Instrumento Musical- PAU DE CHUVA- Fazer a sonoplastia da Chuva ou Teclado- Efeito Sonoro- CHUVA
GUARDA- CHUVA
HISTÓRINHA adaptada para estimulação Visual e Tátil Também





Bebês Luis Gustavo, Letícia, Natália , Lara e suas mamães do "Grupo de Bebês e Mamães 
do CEIR- Centro Integrado de Reabilitação Física - Teresina- PI em momento de sessão comigo (Nydia) no setor da Musicoterapia- Estamos no período das chuvas em nossa região. As mães também são orientadas a mostrarem a chuva quando chover, nuvens, céu  e outros elementos ao longo da semana.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

MUSICOTERAPIA NA GRAVIDEZ


                                                              Fabiane Rúbia Coimbra Vilarinho-                                                                               Psicóloga e Pós-Graduanda Musicoterapia UFPI-2014
rESUMO 
O presente artigo fala dos vários conceitos da musicoterapia, o seu objetivo, os benefícios que a mesma trás a sociedade e no caso especifico o período de gravidez da mulher, avaliando a relação e comunicação mamãe-bebê, relação do casal, a harmonia necessária para vivenciar o antes, durante e pós nascimento da criança.
Palavra chave: musicoterapia, comunicação, gravidez.

Music Therapy in Pregnancy

ABSTRACT
This article discusses the various concepts of music therapy, your goal, the benefits the same back to society and in the specific case the period of the woman's pregnancy, evaluating the relationship and communication mother-infant relationship of the couple, the harmony necessary for the experience before, during and after child birth.
Keyword: music therapy, communication, pregnancy.

A idéia desse artigo surgiu na pós graduação em musicoterapia quando me foi solicitado a fazer um artigo com os assuntos abordados durante o período, porem tive que demonstrar o meu contentamento ao abordar o tema da gravidez, por achar fantástica essa relação mamãe bebe agregando assim à musicoterapia, sons, equilíbrio emocional, enfim de todo momento especial que é a gravidez e principalmente a importância da musicoterapia nesse processo.


Introdução
Definições da musicoterapia
MUSICOTERAPIA é a utilização de sons organizados e da música em uma relação envolvente entre cliente e terapeuta para apoiar e encorajar o bem-estar emocional, social, físico e mental  É um processo sistemático de intervenção em que o terapeuta ajuda o cliente a promover a saúde utilizando experiências musicais e as relações que se desenvolvem através delas como forças dinâmicas de mudança.” (Bruscia).Em seu livro Definindo Musicoterapia, Bruscia discorre sobre a Musicoterapia
“Como arte e ciência praticadas num processo interpessoal. Como uma arte ela diz respeito à subjetividade, individualidade, criatividade e beleza. Como uma ciência ela se relaciona com objetividade, universalidade, reprodução e verdade. Como processo interpessoal, ela se relaciona com empatia, intimidade, comunicação, influência recíproca e papéis na relação.”

Segundo Filho et al. (2001), a Musicoterapia pode ser definida como uma terapia auto-expressiva, que estimula o potencial criativo e a ampliação da capacidade comunicativa, mobilizando aspectos biológicos, psicológicos e culturais.
O campo da saúde que estuda o complexo som-ser humano-som, para utilizar o movimento, o som e a música, com o objetivo de abrir canais de comunicação no ser humano, para produzir efeitos terapêuticos, psicoprofiláticos e de reabilitação dele e na sociedade (BENENZON, 1988).
O objetivo da Musicoterapia, no campo da saúde  é contribuir para o desenvolvimento do ser humano como totalidade indivisível e única. A pessoa humana não é corpo e mente ou corpo mais mente, nem psique e soma ou psique e alma, nem matéria e espírito; é um todo; e a Musicoterapia utiliza elementos abstratos que não se vêem e que apenas se percebem com o transcorrer do tempo, é a técnica que mais se dirige à totalidade do indivíduo FILHO, M. A. L et al. É preciso cantar: musicoterapia, cantos e canções. Rio de Janeiro: Enelivros, 2001. (BENENZON, 1988).
De acordo com a definição da World Federation of Music Therapy, Musicoterapia é um processo estruturado para facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão e a organização (física, emocional, mental, social e cognitiva), para desenvolver potenciais ou recuperar funções do indivíduo de forma que ele possa alcançar melhor integração intra e interpessoal e conseqüentemente uma melhor qualidade de vida. (Backes, 2003, p.39)
Segundo SALAZAR, 1993,Os principais benefícios da aplicação da Biomúsica sao:
• Torna mais lenta e profunda a respiração;
• Previne enfermidades cardíacas;
• Combate o nervosismo;
• Combate à insônia ao relaxar o tórax e ombros;
• Combate às cefaleias ao relaxar o pescoço;
• Aumenta a resistência às excitações sensoriais;
• Previne a neurose;
• Previne enfermidades psicossomáticas;
• Combate o Stress;
• Permite o domínio das forças afetivas;
• Auxilia no bom funcionamento da fisiologia”.

DESENVOLVIMENTO
A gravidez é um momento muito especial na vida da mulher ou do casal que por sua vez é acompanhada por grandes mudanças físicas, hormonais, emocionais e relacionais que merecem atenção diferenciada, mudanças essas que afeta não só  a mãe mas o próprio casal, rotina, cuidados, atenção e etc.
 Um momento decisivo que pode também gerar insegurança, ansiedade, medo, tristeza, depressão ou rejeição. Por isso que diversas áreas da saúde trabalham para o desenvolvimento da qualidade de vida da gestante, do bem estar do bebê e da harmonia do casal, é importantíssimo que desde o início da gestação haja uma boa comunicação e bom vínculo entre a criança e os pais e a musicoterapia tem como objetivo abrir esse canal de comunicação entre os pais e o bebe
A criança ainda no ventre da mãe pode perceber todos os sons internos do corpo da mãe, todos os sons do ambiente onde a mãe vive e convive e é capaz de perceber todas as sensações, desejos e emoções que a mãe sente. Tais percepções estão intimamente ligadas ao início da formação da identidade e personalidade do bebê, por isso que os pais precisam estar em completa harmonia, num ambiente saudável, sem stress, brigas, pra poder vivenciar esse momento da forma mais saudável possível.
A musicoterapia vem, através de sons, músicas e movimentos corporais, a mãe (e o pai, quando for o caso) pra fortalecer os vínculos afetivos visando gravidez, parto e pós-parto mais tranqüilos e saudáveis.
Benenzon (1988) afirma que é preciso saber quais os objetivos pretendidos com a utilização do som. Durante a gravidez, parto e primeiros anos de vida é um exemplo de que a utilização de técnicas de Musicoterapia pode prevenir posteriores alterações emocionais e de conduta. A reabilitação, recuperação e tratamento são outros objetivos.
Com isso torna-se bastante perceptível as alterações de ânimo após a música, tanto dos pacientes, pois os casais cantam, se emocionam, refletem sobre o futuro da vida em família, experimentam alegria, tranqüilidade, paz, que os fazem, mesmo que momentaneamente, se esquecerem das dificuldades vivenciadas no dia a dia ou durante a gravidez  através de sons, musica, canto, e ate mesmo tocando algum instrumento especifico para cada caso.
Os benefícios da pratica musicoterapica na gravidez é exatamente : Combate problemas como stress e ansiedade; Melhora o humor; Enriquece o desenvolvimento físico, emocional e intelectual do bebê; Reforça a relação da mãe e do bebê. As canções de Mozart, especialmente, são as mais recomendadas.

 Hoje os estudos da medicina moderna comprovam que quando a mãe ouve muito uma música durante a gestação, o bebê pode reconhecê-la depois. Há vários casos relatados de mães que afirmaram que quando seus filhos estavam agitados colocavam para eles a música que elas ouviam quando estavam grávidas e o bebê se acalmava parava de chorar e os batimentos cardíacos e respiração alterados  diminuíam. Em outros casos os bebês se agitavam ao ouvir tal música. Isto comprova que o bebê se lembra da música que ouvia quando era apenas um feto. BENENZON (1985)
Foi relatado o caso de uma mãe, com intensa angústia e ansiedade, que durante seus últimos meses de gravidez, acalmava-se com a audição de Madame Butterfly. Ao nascer seu filho, comprovou-se que a audição de Madame Buterfly era o único  estímulo que acalmava seu pranto.” Um dos fundamentos da Musicoterapia é esta relação  do homem com o som, desde a vida intra- uterina. E esta relação com o universo sonoro não-verbal (intra - uterina)  será de extrema importância para contextos terapêuticos posteriores.
         Muitas gestantes estão procurando a Musicoterapia para desenvolverem uma gravidez mais tranqüila, sem stress e já, para começarem uma comunicação com seus bebês. O importante para todas as mães é que percebam a importância do som e da música para os filhos, por isso é que devem conversar cantar, fazer carinho, mas não só quando está dentro da barriga e, sim, a vida toda.

CONCLUSÃO

            A musicoterapia existe e tem um futuro promissor, para que muitos profissionais, das mais diversas áreas, possam usufruir dos efeitos benéficos que a música oferece aos pacientes. A música é uma necessidade humana e o efeito que a mesma nos causa, sua estimulação física, psíquica e espiritual.
Conforme a qualidade, intensidade, ritmo e freqüência dos estímulos sonoros, a música tanto pode induzir efeitos positivos e negativos no ser humano. Sabemos que possui uma força poderosa, capaz de alterar a nossa percepção e cognição. Na infância incute efeitos duradouros no desenvolvimento psicológico, que se repercutem claramente na criança, no adolescente e, mais tarde, no adulto. Sabemos também do relaxamento que nos causa. E que músicas com um ritmo muito forte, ainda que sejam estimulantes, podem ter efeitos que dificultam a concentração ou descontração.
            O ser humano precisa sentir-se ligado a si, a algo e a alguém, ser apreciado, estabelecer laços afetivos, comunicar e partilhar o que pensa e sente. A música pode ajudá-lo a refletir, sonhar, vivenciar, imaginar ou exprimir o que sente, ainda que através da peça musical que ouve ou pelas palavras de outrem. Dada a sua forte associação com as emoções (como a euforia, a melancolia, a alegria ou a tristeza), a música pode também influenciar o comportamento, o funcionamento corporal e o estado psicológico ou emocional do homem, servindo de via, refúgio ou suporte emocional, até nos períodos de isolamento ou incompreensão, ou funcionando como espelho de pensamentos, símbolos e sentimentos.
A musica ajuda na diminuição de distúrbios psicológicos ao combate a depressão na gravidez, no processo pós operatório, na diminuição do estresse,  transtornos de humor e a hipersensibilidade perante a gravidez, a abrir canais de comunicação entre o casal e o bebe, propiciando uma melhor qualidade de vida e a previnir outras doenças e ate mesmo o enfrentamento de algum problema.


BIBLIOGRAFIA

  BRUSCIA, Kenneth E. Definindo Musicoterapia. ENELIVROS, 2006. Rio de Janeiro, 2000.
  BACKES, D.S. et al. Música: terapia complementar no processo de humanização de uma CTI. Revista Nursing, v.66, n.6, p.37-42, 2003.
  SALAZAR, Fernando Bañol. Biomúsica. , São Paulo:Cone, 1993.
  FILHO, M. A. L et al. É preciso cantar: musicoterapia, cantos e canções. Rio de Janeiro: Enelivros, 2001.
  BENENZON, R. O. Manual de Musicoterapia. Rio de Janeiro: Enelivros, 1985



domingo, 12 de maio de 2013

FELIZ DIA DAS MÃES A PARTIR DA GESTAÇÃO COM MÚSICA

A Musicoterapeuta VANDA QUEIROZ
com vários cursos de aperfeiçoamento na
área , inclusive especificamente com gestantes (Gabriel Federico-Argentina/Isadora Canto
São Paulo) em seu ESPAÇO SONORO ALECRIM
em OEIRAS-PI está iniciando também com esta clientela, entre outras. Manda seu recado neste dia:

"Quando uma mulher de uma tribo africana sabe que está
grávida, vai para a floresta com outras mulheres e juntas rezam
e meditam até que aparece a canção da criança.
As mulheres entoam a canção em voz alta e logo retornam à tribo
e a ensinam aos demais. Quando a criança nasce, a comunidade 
se junta e canta sua canção".


Segundo a musicoterapeuta Vanda Queiroz:

 "Uma canção entoada durante toda a gestação
 pela voz amorosa de uma mãe, prepara a criança para um nascimento mais seguro e feliz.
A comunicação que se instala desde a gestação, através da música,
beneficiará a relação entre a mãe e o bebê por toda a vida. 
A música torna os seres mais sensíveis, e amplia nosso modo de estar no mundo.
O Espaço Sonoro Alecrim, pensando em proporcionar uma gestação 
mais tranquila, oferece às gestantes de Oeiras e região Vivências
Musicoterápicas nas quais estas experimentam várias formas de 
comunicação com seu bebê. 
Desejamos a todas as mamães um dia repleto de AMOR junto aos seus filhos."




Endereço do "Espaço Sonoro Alecrim":
Rua Cândido Aleixo, 78 - Sala 4 - 1º Andar 
Centro Oeiras - Piauí
vandamqueiroz@hotmail.com
Musicoterapeuta filiada a AMT-PI
www.associacaodemusicoterapiadopiaui.blogspot.com.br
 CEP: 64500-000



quinta-feira, 25 de abril de 2013

MUSICOTERAPIA MATERNIDADE ESCOLA UFRJ



MUSICOTERAPIA COM MAMÃES E BEBÊS REALIZADO SOB A COORDENAÇÃO DA MUSICOTERAPEUTA MARTHA NEGREIROS    E COM O MUSICOTERAPEUTA ALBELINO
CARVALHAES.


Em outubro de 2000, implantou a clínica musicoterapêutica na Unidade de Neonatologia – Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), Unidade Intermediária (UI) e Alojamento Mãe-Canguru (AMC) – da
Maternidade-Escola da UFRJ, junto às mães/pais/familiares dos bebês internados.
-Segundo os musicoterapeutas Martha e Albelino: 
"A prática clínica trabalha questões relativas à música como meio facilitador de comunicação e expressão de conteúdos emocionais, e capaz de promover o alívio das ansiedades, temores e tensões que cercam este momento específico da família". 
"Procuramos então focalizar como objetivos favorecer a instalação da “função materna”e o aleitamento materno, aqui compreendido como um lugar de confluência de múltiplos e complexos aspectos que perpassam a mulher desde a gestação e que se tornam marcadamente visíveis no puerpério, principalmente em mães de bebês internados. Demos início então ao projeto de pesquisa que resultou na dissertação de mestrado “Musicoterapia e Aleitamento Materno”, concluída em agosto de 2008, que comprovou um aumento da frequência de aleitamento materno das mães que
participaram das sessões de musicoterapia." (NEGREIROS &CARVALHAES, 2012 )

http://14simposiomt.files.wordpress.com/2012/02/final_-_xiv_simpc3b3sio.pdf

p.270


MUSICOTERAPIA, FUNÇÃO MATERNA E AMAMENTAÇÃO
Martha Negreiros de S. Vianna- UFRJ
Albelino Silva Carvalhaes

Trabalho apresentado no XIV Simpósio Brasileiro de Musicoterapia - Outubro- 2012
Olinda- PE



 Musicoterapeuta da Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro

(ME/UFRJ); Mestre em Ciências pelo Programa de Clínica Médica (Faculdade de Medicina da
UFRJ / Saúde da Criança e Adolescente, 2008); Graduada: Musicoterapia (CBM, 1980);
Professora da Pós-graduação em Musicoterapia (CBM);


PESQUISA CIENTÍFICA MAIS AMPLA QUE TEM SE ESTENDIDO E É  MUITO IMPORTANTE PARA TODOS QUE ESTÃO ENVOLVIDOS COM ESTA CLIENTELA. 



Musicoterapeuta clínica.
114 Musicoterapeuta da Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(ME/UFRJ); Pós-graduado em Atenção Integral À Saúde Materno-Infantil (UFRJ, 2007);
Graduado em Musicoterapia e Licenciatura em Educação Artística (CBM, 2002 e 2010);
Professor de Música do Centro Intereducacional de Cultura e Artes (Cachoeiras de Macacu);
Musicoterapeuta clínico.

domingo, 14 de abril de 2013

O VALOR DAS VOZES DOS PAIS

 por Nydia do Rego Monteiro
 TODO BEBÊ DESDE PEQUENINO JÁ CAPTA NAS VOZES OUVIDAS A MELODIA, AS INFLEXÕES "CARINHOSAS" OU "RÌSPIDAS" E COMEÇA A INTERAGIR COM O MUNDO.É esta VOZ ESPECIAL MANHÊS que todos , sejam homens, mulheres que querem se comunicar melhor com bebês aprendem a produzir com suas vozes. Vozes mais agudas, acentuadas , que o bebes adoram e "parecem entender TUDO"! (É o hemisfério cerebral não dominante que ainda está totalmente atuante). A medida que os bebês vão crescendo e o hemisfério racional vai se estabelecendo e aumentando sua atuação, as palavras vão começando a serem entendidas e processadas.As vozes, expressões faciais, inflexões de intensidade de seus papais e cuidadores tem que combinar para fazerem sentido e passarem a mesma mensagem. Ou seja. o NÃO , até o 1 ano de idade por exemplo tem que ficar bem entendido, estabelecido na forma de regras e limites. Ex: Se o pai e/ou mãe dizem NÃO seu rosto na expressão facial  e inflexão de voz devem passar exatamente esta mensagem: -Não. O rosto não deve conter um sorriso porque um sorriso passa a mensagem contrária, ou seja, SIM. Estes bebês geralmente que tem mensagens dúbias demoram a entender regras ou aceitar regras e limites o que causam intensas dificuldades em suas vidas familiares, na escola e outros.Eles sofrem mais.E vão sofrer consequências.E toda a familia também. Geralmente o problema se inicia a partir de 1 ano nesta dificuldade de "mensagens" e estabelecimento de regras e limites pela VOZ.
Eu, como MUSICOTERAPEUTA e educadora musical que sou e atendo bebês sem  e com atraso neuropsicomotor, sem  e com diagnóstico médico, sem e com encaminhamento de neuropediatras em especial, há anos percebo esta dificuldade que os pais tem em fazer estas diferenciações importantíssimas ao empregarem suas vozes. E cada vez mais, nestes ultimos anos na imensa dificuldade que os pais tem em colocar limites claros para seus bebês que são a base para seu crescimento seguro e feliz. E não o contrário como parecem pensar. Muitos parecem até ter medo em colocar limites e dizer um simples :-Não.Com amor.Mas firmes ! Que precisa ser repetido muitas e muitas vezes para seu filho entender, aceitar , crescer e ser um cidadão seguro, responsável. E um futuro grande cidadão que este nosso planeta tanto precisa !


(Fonte- Quadro de desenvolvimento Audiomusicoberbal de 0 a 5 anos - de minha autoria )